Diagnóstico da EM

Ao contrário de muitas outras doenças, não existe nenhum teste imediato do tipo ‘positivo ou negativo’ para diagnosticar a EM e nenhuma das baterias de exames à disposição dos médicos para apoio ao diagnóstico são 100% conclusivas por si sós.

Isto significa que, em última análise, o médico irá diagnosticar a EM com base numa combinação de observações dos sintomas da pessoa afectada e exclusão de outras possibilidades. É o chamado “diagnóstico clínico”.

Problemas com o diagnóstico
Infelizmente, continua a não ser possível dar um diagnóstico definitivo para uma minoria significativa de pessoas (10-15%), mesmo depois de terem sido feitos todos os exames disponíveis. No entanto, é possível excluir outras causas bastante graves para sintomas do mesmo tipo dos da EM e, com o tempo, através de exames periódicos e acompanhamento das alterações do estado da pessoa, é possível fazer um diagnóstico na vasta maioria dos casos.

Novos critérios para o diagnóstico da EM
O Conselho Internacional Médico e Científico da MSIF (Federação Internacional de Esclerose Múltipla) estabeleceu novos critérios de diagnóstico da EM para ajudar os profissionais da saúde a distinguir a EM de outras condições que apresentam sintomas semelhantes. Os novos critérios permitem a aceitação dos resultados da RMN de forma a que seja possível dar o diagnóstico de EM a uma pessoa que apenas teve um episódio de sintomas. Quando são usados os novos critérios, a pessoa pode ser classificada como tendo EM, possível EM ou sem EM.

Diagnóstico clínico
No início a M pode apresentar-se como um historial de vagos sintomas, que talvez tenham ocorrido esporadicamente ao longo de períodos de tempo prolongados e que muitas vezes podem ser também atribuídos a diversas outras doenças. Os sintomas ocultos ou subjectivos são muitas vezes difíceis de comunicar aos médicos ou profissionais de saúde e é tristemente comum que as pessoas com EM sejam tratadas de forma pouco simpática nas fases mais iniciais do diagnóstico.

Mesmo quando uma pessoa apresenta um padrão ‘clássico’ de sintomas de EM, estes devem estar conforme certos critérios antes de o clínico geral ou o neurologista poderem fazer um diagnóstico clínico “definitivo” de EM. Estes critérios são:

‘Que duas zonas diferentes do sistema nervoso central sejam afectadas, que os efeitos se tenham feito sentir em pelo menos duas ocasiões distintas com, no mínimo, um mês de diferença, e que a pessoa se encontre dentro do intervalo de idades normal para o aparecimento da EM’. Assim, apesar de ser possível ter um diagnóstico de EM definitivo na primeira consulta com o neurologista, também é bastante provável que o diagnóstico seja incerto e que a pessoa tenha de ser sujeita a novos exames.