Exames de diagnóstico
Apresentamos um guia rápido dos exames de diagnóstico mais comuns, o que está envolvido no exame e o que o exame pode revelar. O clínico geral ou o neurologista podem querer efectuar todos estes exames antes de fazer um diagnóstico clínico.
Historial médico
O médico irá pedir um historial médico detalhado, que inclui o registo anterior dos sinais e sintomas assim como o estado actual de saúde.
Quando o tipo de sintomas apresentados, possivelmente durante um longo período de tempo, é analisado, o padrão pode sugerir EM. No entanto, será necessário um exame físico completo e exames médicos para confirmar o diagnóstico.
Exame neurológico
Um exame neurológico avalia o funcionamento do sistema nervoso. O neurologista procura anomalias nas vias nervosas que levam mensagens do cérebro a outras partes do corpo. Irá procurar alterações nos movimentos oculares, coordenação dos membros, fraqueza, equilíbrio, sensação, fala e reflexos.
Este exame pode revelar sintomas que sugerem EM, mas não pode ser utilizado para determinar as causas de qualquer problema que possa existir. Devem ser eliminadas outras origens passíveis de produzir sintomas semelhantes aos da EM.
Exame de potenciais evocados visuais, auditivos e sensitivos
Apesar do seu nome complicado, o objectivo destes testes é muito simples. Os testes são utilizados para medir a velocidade à qual as mensagens do cérebro passam ao longo dos nervos.
Mede-se a velocidade das mensagens que passam pelo sistema nervoso aplicando pequenos eléctrodos na cabeça, que monitorizam as ondas cerebrais em resposta a estímulos visuais, auditivos ou sensitivos. O exame mais útil dos três é o do potencial evocado visual, apesar de actualmente, com a utilização cada vez maior da RMN, eles serem menos requisitados. Estes exames não são invasivos nem dolorosos e não requerem hospitalização.
O tempo que os nervos demoram a transmitir as mensagens a partir do cérebro é um indicador do estado do sistema nervoso e é usado para ajudar a determinar se ocorreu desmielinização.
Ressonância Magnética Nuclear (RMN)
O aparelho de RMN é um exame de diagnóstico mais recente, que obtém imagens detalhadas de ‘cortes’ do cérebro e da medula espinal, mostrando quaiquer zonas de esclerose existentes (lesões ou placas).
Durante um exame por RMN, a pessoa a ser examinada deita-se completamente imóvel sobre uma mesa que é deslocada para um túnel longo que faz parte do aparelho que contém o magneto. O técnico que está a realizar o exame fica num compartimento separado observando o equipamento que recebe as imagens, podendo no entanto ver a pessoa que está a ser analisada, normalmente através de uma janela grande.
A RMN não é dolorosa, mas muitas pessoas consideram-na uma experiência estranha, que pode ser claustrofóbica e ruidosa. O desconforto pode ser aliviado com um sedativo fraco. Por vezes, é administrado um agente de contraste contendo gadolíneo por via intravenosa, para intensificação da imagem, podendo mostrar novas áreas de inflamação e ajudar no diagnóstico.
É bom lembrar que, normalmente, a pessoa que realiza o exame não poderá dar nenhuma informação directa e que as imagens da RMN serão enviadas ao médico para análise.
Apesar de este ser o único exame em que se podem ver as lesões da EM, não deve ser considerado como conclusivo. O aparelho pode não captar todas as lesões, particularmente nas fases iniciais da doença e outras doenças podem provocar alterações idênticas no sistema nervoso.
A RMN mostra o tamanho, a quantidade e a distribuição das lesões e, juntamente com as provas corroborativas do historial médico e dos exames neurológicos, é um indicador muito significativo para a confirmação do diagnóstico de EM. Mostra imagens anormais em mais de 95% dos casos com um diagnóstico clínico definitivo. A RMN é uma ferramenta útil em ensaios clínicos de avaliação de novas terapias, devido à sua capacidade de medir alterações na actividade da doença.
Punção lombar
Há vários exames que podem ser efectuados ao líquido cefalorraquidiano (o líquido que circula à volta do cérebro e da medula espinal - LCR), mas para a EM examinam-se normalmente os padrões formados pelas proteínas.
O líquido é retirado da medula espinal inserindo uma agulha na zona lombar inferior. Dá-se ao paciente uma anestesia local para adormecer a pele e, apesar de ser desconfortável, o exame não é doloroso.
Este exame requer que a pessoa permaneça deitada e em repouso durante algumas horas após o exame; as dores de cabeça devidas à desidratação são um efeito secundário conhecido, mas podem ser aliviadas pela ingestão de líquidos imediatamente após o exame, para ajudar o corpo a repor rapidamente o LCR perdido. Algumas pessoas podem necessitar de permanecer no hospital durante a noite e de um pequeno período de recuperação depois da intervenção.
As proteínas no LCR da maioria das pessoas com EM (90%) formam um padrão específico quando atravessadas por uma corrente eléctrica e este procedimento pode potencialmente confirmar o diagnóstico de EM. No entanto, as proteínas do LCR em pessoas com EM no início ou com uma EM suave nem sempre mostram este padrão, pelo que o exame pode não ser conclusivo. Normalmente é utilizado quando os resultados da RMN são inconclusivos.
Historial médico
O médico irá pedir um historial médico detalhado, que inclui o registo anterior dos sinais e sintomas assim como o estado actual de saúde.
Quando o tipo de sintomas apresentados, possivelmente durante um longo período de tempo, é analisado, o padrão pode sugerir EM. No entanto, será necessário um exame físico completo e exames médicos para confirmar o diagnóstico.
Exame neurológico
Um exame neurológico avalia o funcionamento do sistema nervoso. O neurologista procura anomalias nas vias nervosas que levam mensagens do cérebro a outras partes do corpo. Irá procurar alterações nos movimentos oculares, coordenação dos membros, fraqueza, equilíbrio, sensação, fala e reflexos.
Este exame pode revelar sintomas que sugerem EM, mas não pode ser utilizado para determinar as causas de qualquer problema que possa existir. Devem ser eliminadas outras origens passíveis de produzir sintomas semelhantes aos da EM.
Exame de potenciais evocados visuais, auditivos e sensitivos
Apesar do seu nome complicado, o objectivo destes testes é muito simples. Os testes são utilizados para medir a velocidade à qual as mensagens do cérebro passam ao longo dos nervos.
Mede-se a velocidade das mensagens que passam pelo sistema nervoso aplicando pequenos eléctrodos na cabeça, que monitorizam as ondas cerebrais em resposta a estímulos visuais, auditivos ou sensitivos. O exame mais útil dos três é o do potencial evocado visual, apesar de actualmente, com a utilização cada vez maior da RMN, eles serem menos requisitados. Estes exames não são invasivos nem dolorosos e não requerem hospitalização.
O tempo que os nervos demoram a transmitir as mensagens a partir do cérebro é um indicador do estado do sistema nervoso e é usado para ajudar a determinar se ocorreu desmielinização.
Ressonância Magnética Nuclear (RMN)
O aparelho de RMN é um exame de diagnóstico mais recente, que obtém imagens detalhadas de ‘cortes’ do cérebro e da medula espinal, mostrando quaiquer zonas de esclerose existentes (lesões ou placas).
Durante um exame por RMN, a pessoa a ser examinada deita-se completamente imóvel sobre uma mesa que é deslocada para um túnel longo que faz parte do aparelho que contém o magneto. O técnico que está a realizar o exame fica num compartimento separado observando o equipamento que recebe as imagens, podendo no entanto ver a pessoa que está a ser analisada, normalmente através de uma janela grande.
A RMN não é dolorosa, mas muitas pessoas consideram-na uma experiência estranha, que pode ser claustrofóbica e ruidosa. O desconforto pode ser aliviado com um sedativo fraco. Por vezes, é administrado um agente de contraste contendo gadolíneo por via intravenosa, para intensificação da imagem, podendo mostrar novas áreas de inflamação e ajudar no diagnóstico.
É bom lembrar que, normalmente, a pessoa que realiza o exame não poderá dar nenhuma informação directa e que as imagens da RMN serão enviadas ao médico para análise.
Apesar de este ser o único exame em que se podem ver as lesões da EM, não deve ser considerado como conclusivo. O aparelho pode não captar todas as lesões, particularmente nas fases iniciais da doença e outras doenças podem provocar alterações idênticas no sistema nervoso.
A RMN mostra o tamanho, a quantidade e a distribuição das lesões e, juntamente com as provas corroborativas do historial médico e dos exames neurológicos, é um indicador muito significativo para a confirmação do diagnóstico de EM. Mostra imagens anormais em mais de 95% dos casos com um diagnóstico clínico definitivo. A RMN é uma ferramenta útil em ensaios clínicos de avaliação de novas terapias, devido à sua capacidade de medir alterações na actividade da doença.
Punção lombar
Há vários exames que podem ser efectuados ao líquido cefalorraquidiano (o líquido que circula à volta do cérebro e da medula espinal - LCR), mas para a EM examinam-se normalmente os padrões formados pelas proteínas.
O líquido é retirado da medula espinal inserindo uma agulha na zona lombar inferior. Dá-se ao paciente uma anestesia local para adormecer a pele e, apesar de ser desconfortável, o exame não é doloroso.
Este exame requer que a pessoa permaneça deitada e em repouso durante algumas horas após o exame; as dores de cabeça devidas à desidratação são um efeito secundário conhecido, mas podem ser aliviadas pela ingestão de líquidos imediatamente após o exame, para ajudar o corpo a repor rapidamente o LCR perdido. Algumas pessoas podem necessitar de permanecer no hospital durante a noite e de um pequeno período de recuperação depois da intervenção.
As proteínas no LCR da maioria das pessoas com EM (90%) formam um padrão específico quando atravessadas por uma corrente eléctrica e este procedimento pode potencialmente confirmar o diagnóstico de EM. No entanto, as proteínas do LCR em pessoas com EM no início ou com uma EM suave nem sempre mostram este padrão, pelo que o exame pode não ser conclusivo. Normalmente é utilizado quando os resultados da RMN são inconclusivos.
